Eram 5 horas da manhã quando Renivaldo estava em frente à porta trancada que dava para a sala principal de sua empresa. E ele tinha as chaves para abrí-la, mas tinha também medo daquele clima, como tinha todos os dias naquele lugar e naquele horário. A cidade não era para qualquer um.
E usando a calma para lutar contra a hiperatividade, ele seguiu sua trajetória que lhe prometia a distância de apenas mais 6 passos. Cautelosamente, como em uma conta regressiva, olhando para trás entre um passo e outro, ele chegou no zero. Como em uma conta mal feita, ele precisou dar mais 2 passos. O resultado desta conta estava no formato da fechadura e convidava a escolha certa da chave dentre as outras do molho que estava em sua mão esquerda.
Não foi difícil para ele, pois já estava acostumado a escolher a chave certa sem mesmo nem olhar para elas. Foi logo apontando a chave para o 8. Lentamente. E tal era a sua afinidade com aquele fenômeno que terceiros não enxergariam a fechadura lhe cumprimentando em um curvar da porta, no absorver formal da chave para seu interior, sem que Renivaldo sequer precisasse se mover para aquilo.
Foi quando este momento mágico se quebrou com o surgimento de uma sombra ameaçadora em suas costas. Mas assim que foi avistada, intuiu em desaparecer no resto de escuridão que a madrugada ainda reservava na intenção de resistir à luz do nascer do sol, mas logo foi perseguida por Renivaldo que, tirando de suas reservas a pouca coragem que tinha para resistir ao medo, não demorou a pegá-lo e derrubá-lo no chão.
Foi quando seus colegas de trabalho chegaram. E a luz do sol também chegou. Renivaldo, surpreendido consigo mesmo, voltou à condição covarde. E o homem misterioso, revelado pela luz do sol, fora identificado. Chamaram a polícia.
E a polícia chegou. Levaram Renivaldo e o homem misterioso para a delegacia. Durante o interrogatório com o homem misterioso, a interrogação lhe surgiu ao se ver livre de qualquer culpa por aquele incidente, pois Renivaldo fora identificado pela polícia como o louco que havia sido internado há anos em um hospício, identificado com a síndrome da desconfiança, pois toda vez que estava para por uma chave em qualquer fechadura, até mesmo em carros e portõezinhos, ele realizava aquele ritual dramático e qualquer um que passasse por perto era atacado por interromper com sua intenção.
Enfim, o homem misterioso estava livre e Renivaldo teve seu molho de chaves apreendido, que na verdade era um aglomerado de cópias da mesma. No dia seguinte, destruiram todas as cópias da chave e guardaram apenas uma em segurança máxima. E no amanhecer daquele dia Renivaldo não encontrou as chaves que o libertariam do sono, sendo declarado morto. Mas nunca souberam que ele já estava morto havia muito tempo quando já estava aprisionado na rotina da vida, vivendo todos os dias como uma cópia da outra.
E usando a calma para lutar contra a hiperatividade, ele seguiu sua trajetória que lhe prometia a distância de apenas mais 6 passos. Cautelosamente, como em uma conta regressiva, olhando para trás entre um passo e outro, ele chegou no zero. Como em uma conta mal feita, ele precisou dar mais 2 passos. O resultado desta conta estava no formato da fechadura e convidava a escolha certa da chave dentre as outras do molho que estava em sua mão esquerda.
Não foi difícil para ele, pois já estava acostumado a escolher a chave certa sem mesmo nem olhar para elas. Foi logo apontando a chave para o 8. Lentamente. E tal era a sua afinidade com aquele fenômeno que terceiros não enxergariam a fechadura lhe cumprimentando em um curvar da porta, no absorver formal da chave para seu interior, sem que Renivaldo sequer precisasse se mover para aquilo.
Foi quando este momento mágico se quebrou com o surgimento de uma sombra ameaçadora em suas costas. Mas assim que foi avistada, intuiu em desaparecer no resto de escuridão que a madrugada ainda reservava na intenção de resistir à luz do nascer do sol, mas logo foi perseguida por Renivaldo que, tirando de suas reservas a pouca coragem que tinha para resistir ao medo, não demorou a pegá-lo e derrubá-lo no chão.
Foi quando seus colegas de trabalho chegaram. E a luz do sol também chegou. Renivaldo, surpreendido consigo mesmo, voltou à condição covarde. E o homem misterioso, revelado pela luz do sol, fora identificado. Chamaram a polícia.
E a polícia chegou. Levaram Renivaldo e o homem misterioso para a delegacia. Durante o interrogatório com o homem misterioso, a interrogação lhe surgiu ao se ver livre de qualquer culpa por aquele incidente, pois Renivaldo fora identificado pela polícia como o louco que havia sido internado há anos em um hospício, identificado com a síndrome da desconfiança, pois toda vez que estava para por uma chave em qualquer fechadura, até mesmo em carros e portõezinhos, ele realizava aquele ritual dramático e qualquer um que passasse por perto era atacado por interromper com sua intenção.
Enfim, o homem misterioso estava livre e Renivaldo teve seu molho de chaves apreendido, que na verdade era um aglomerado de cópias da mesma. No dia seguinte, destruiram todas as cópias da chave e guardaram apenas uma em segurança máxima. E no amanhecer daquele dia Renivaldo não encontrou as chaves que o libertariam do sono, sendo declarado morto. Mas nunca souberam que ele já estava morto havia muito tempo quando já estava aprisionado na rotina da vida, vivendo todos os dias como uma cópia da outra.
Fim.