sexta-feira, 4 de junho de 2010

Quartas-Feiras

Numa época longínqua, tão longínqua que praticamente deu a volta pela eternidade chegando ao dia de hoje, havia um rapaz que gostava muito de caminhar pelo meio das ruas nas tardes de fins de expedientes de uma quarta-feira em uma cidade super populosa. Seu nome era Deodárbio. Mas, na verdade, seu gosto por tal hábito se havia desenvolvido apenas algumas horas atrás e nisso se encerrou, pois, no sorteio dos carros que cruzavam a agitada avenida, fora atropelado por ninguém mais senão a Florecena.

Florecena era uma mulher que gostava muito de atropelar pessoas que gostavam de andar em meio às ruas agitadas de um fim de expediente às quartas-feiras. Aliás, a qualquer hora ela poderia estar disposta para isso. Na verdade, aquela fora a primeira experiência de Florecena como atropeladora desta espécie de andarilhos (espécie extinta como já devem imaginar). Pois seu gosto se desenvolvera ao longo dos anos enquanto pedestre, quando era sem carro e se sentia desrespeitada pelos com 4 ou 2 rodas. Se acabou em poucos segundos a alegria de Florecena quando ela, aparentemente, se viu perdendo o controle do seu carro, indo para debaixo de um caminhão. E era exatamente o caminhão do Seu Grifo. Quem diria, heim Seu Grifo?

Seu Grifo... O que dizer do Seu Grifo... ? Seu Grifo era um homem de fazenda muito forte e protetor da natureza. Não admitia ver nenhuma espécie ser extinta e impedia até a morte qualquer um que fizesse isso diante dele. E foi o que fez, mas não a tempo de salvar Deodárbio, mas foi a tempo de atropelar Florecena, o que foi suficiente para contentá-lo em 51%. E para o Seu Grifo "não tem borracha que apague os erro", palavras dele mesmo. Eu acrescentaria um "s" no final, mas naquele momento era o que menos importava. Pois o que mais importava era o final da estrada que Seu Grifo não percebeu existir no "S" da curva, caindo em um desfiladeiro, trombando nos morro, nas pedra, nas árvore, nos morro, nele memo e caindo rumo à fazenda de dona Terebentina e "Eu, Grifo, fui jogado pra fora do caminhão, estou aproveitando meus último momento para escrever para meus filho que tudo o que conquistei até hoje são dele. Tenho advogado nas causa. E rezo que sigam meus exemplo.", carta escrita por ele mesmo, pois os especialistas reconheceram as ausências dos "s". Os filhos de Seu Grifo não seguiram o exemplo do pai.

dona Terebentina (que exigia que dona não fosse escrito com "d" maiúsculo, mesmo no começo das frases, e em seu respeito sacrificamos esta regra) tinha um filho distante chamado Cromácio. Fim da história de Terebentina. Cromácio nunca mais viu sua mãe por culpa do Seu Grifo, que foi culpa da Florecena, que foi culpa, na verdade, do Deodárbio! E Cromácio sabia de tudo isso e, perdendo a cabeça, começou a tramar uma vingança contra todos eles mesmo não sabendo como! Tornou-se andarilho em meio às ruas nas tardes de fins de expedientes de uma quarta-feira em uma cidade super populosa. Fora atropelado pelos filhos de Seu Grifo, mas daqui para frente não sei se é verdade.

3 comentários:

  1. Tinha é que atropelar o cara do cartório que deixou batizar essas crianças com esses nomes, viu?

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  2. AUHAUAHAUHAUAHAUAHAUHAUAHAUAHUAHAUHA
    AHUAHAUHAUAHAUAHAUHAUAHAUHAUAHAUHAUA

    LOKO!!!! LOKOLOKOLOKOLOKOLOKO!!!!

    Muito show cara!!!

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  3. Muito bom, essa narrativa bagunçada, cheia de explicações e complicações deixa o texto muito interessante e divertido!!!

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